Nem precisa dizer que ninguém vai precisar se suicidar no final né?!
“A Queda” – Versão Brasileira
Publicado 6 dUTC Março dUTC 2008 Sem-categoria Deixar um ComentárioTags: humor, vídeos
A teoria dos quatro anos
Publicado 4 dUTC Março dUTC 2008 Sem-categoria Deixar um ComentárioTags: crítica, opinião, política
O brasileiro médio é um ser governado pelo número 4 (quatro).
As copas do mundo de futebol são realizadas de quatro em quatro anos, as olimpíadas idem, mas é um outro evento que realmente se consolida como marca registrada nessa mesma periodicidade. As eleições.
O período compreendido por quatro anos que separam cada eleição no Brasil, sejam elas presidenciais ou regionais, leva o brasileiro mediano medíocre médio a agir conforme uma convenção, que compreende quatro períodos:
- Primeiro ano após a eleição: O brasileiro médio é incapaz de perceber a gravidade dos problemas decorrentes da presença dos governantes eleitos segundo sua própria escolha;
- Segundo ano após a eleição: Não há união suficiente entre os membros da assim chamada “sociedade brasileira” para se tomar qualquer tipo de atitude paupável frente aos problemas observados ao longo do período;
- Terceiro ano após a eleição: Devido à exposição originada por força das pressões que impedem o brasileiro médio de se integrar completamente nos padrões formais, completamente aceitos pela sociedade (já que o cidadão de verdade é aquele que honra o pagamento de todos os seus impostos, e que atire a primeira pedra quem nunca pecou), a desunião é substituída pelo medo de retaliações; e
- Quarto ano após as eleições: O sentimento de que o suplício está perto do fim impede que sejam organizadas quaisquer ações.
E assim, o povo orgulhoso de ter conquistado o direito ao voto direto, continua sua jornada, sempre na esperança de que, em um futuro próximo (nas próximas eleições), vá se redimir de todos os males que assolam a sua pobre existência na terra tropical, abençoada por Deus e bonita por natureza.
Curiosidades sobre os carros populares
Publicado 4 dUTC Março dUTC 2008 Sem-categoria Deixar um ComentárioTags: abusivos, automóveis, populares, preços
Para quem acha que popular é sinônimo de barato, ou que houve alguma evolução ou popularização real dos automóveis produzidos no Brasil, vale a pena ressaltar algumas informações.
O Fusca quando saiu de linha em 1986 custava cerca de US$ 3000 (três mil dólares), entretanto, quando retornou, por capricho do então presidente Itamar Franco, em 1994, passou a ser comercializado pelo equivalente a US$ 6800 (seis mil e oitocentos dólares).
A desculpa (esfarrapada) da época era de que os US$ 3800 (três mil e oitocentos dólares) adicionais se referiam às melhorias implementadas no motor para que o mesmo passasse a atender as exigências do PROCONVE (catalizador, entre outras tranqueiras).
Como curiosidade automobilística, no tempo em que se montavam dois Fuscas era possível montar cinco VW Paratis, ou seja, 1:2,5, e mesmo assim alegava-se na época até hoje, que os custos de mão de obra envolvidos na produção, além da carga tributária, que permanece praticamente inalterada desde 1986, apresentam-se como os grandes vilões responsáveis pelos altos valores praticados para vendas de carros populares.
Pois bem, caros leitores, por enquanto é só. Mas logo voltaremos a falar sobre a “paixão nacional” do brasileiro mediano medíocre médio.
A paixão do brasileiro pelo automóvel
Publicado 3 dUTC Março dUTC 2008 Sem-categoria Deixar um ComentárioTags: abusivos, automóveis, populares, preços
Pra começar a falar das características únicas desse povo que habita grande parte do hemisfério sul do continente americano não poderiamos deixar de falar de uma de suas grandes paixões, o automóvel. O automóvel tem sido o sonho do brasileiro médio nos últimos 30 anos, tido como símbolo de status e muitas vezes encarado como um passaporte para o melhor posicionamento social, principalmente diante das fêmeas que habitam a terra em que outrora se extraiu o pau brasil.
O brasileiro gosta tanto de automóveis que ele concorda em pagar por eles o valor de sua paixão, e pelo visto, essa paixão vem aumentando a cada dia. Em meados da década de 1990, surgiu no Brasil o conceito de carro popular, que consistia em oferecer incentivos fiscais para que se produzissem veículos de baixo custo e consumo de combustíveis, visando assim popularizar o acesso a esse tipo de produto.
Na época em que foram criados os carros populares, as principais empresas da assim chamada, indústria automobilística brasileira, passaram a fabricar modelos como o Fiat Uno, Chevrolet Corsa, Volkswagen Gol, Ford Ka, entre outros, cujo valor de comércio praticado junto ao consumidor final era de cerca de US$ 7000 (sete mil dólares), que pelo câmbio da época, equivalia a valores entre R$ 10.000,00 e R$ 14.000,00.
A medida que a paixão do brasileiro por esses carros aumentou, os seus valores também aumentaram, até atingir o nível atual em que um brasileiro médio (leia-se mediano, ou quiçá mediocre) paga por um automóvel Fiat Uno a cifra de R$ 23.280,00 (ou US$ 13940, pelo câmbio do dia 03/03/2008).
Imagine-se você, caro leitor, que pode estar lendo esse texto em um país de pessoas sérias, pagando o equivalente ao dobro do preço pelo qual era comercializado um veículo há 10 anos, além de perceber que ao invés de melhorias, o produto atual sequer tem o acabamento do mesmo nível que tinha na época em que foi lançado. E o problema não é só com a FIAT, os outros fabricantes todos apelaram para a mesma “estratégia de mercado” e hoje comercializam veículos dotados de acabamentos inferiores aos que se utilizavam na época em que se consolidou o conceito de carro popular.
Realmente, nós brasileiros temos que nos vangloriar de sermos “apaixonados por automóveis”, como uma campanha publicitária já indicou há algum tempo. Afinal de contas, somos tão apaixonados por eles que concordamos com todas as altas de preços nesse bem de consumo.
E as peças originais? Ah! As peças originais desses veículos sofreram aumentos ainda mais estarrecedores, mas é claro, o que é fazer um mimo para uma paixão?
Pior ainda é quando falamos de veículos usados. Alguém aí, de um país sério, tem veículos que valem mais depois de 10 anos de utilização do que valiam na data em que foram adquiridos, zero km, em suas respectivas revendas? Pois então acreditem, no Brasil um carro popular 1998 custa em reais o mesmo que custava em 1998, chegando inclusive a valer um pouco mais.
É isso aí! O brasileiro gosta tanto de carro que quanto mais ele usa, mais ele vale! É impressionante!
E calma que não é só isso. Numa próxima oportunidade eu falo um pouco mais dessa paixão nacional.
