O brasileiro médio é um ser governado pelo número 4 (quatro).
As copas do mundo de futebol são realizadas de quatro em quatro anos, as olimpíadas idem, mas é um outro evento que realmente se consolida como marca registrada nessa mesma periodicidade. As eleições.
O período compreendido por quatro anos que separam cada eleição no Brasil, sejam elas presidenciais ou regionais, leva o brasileiro mediano medíocre médio a agir conforme uma convenção, que compreende quatro períodos:
- Primeiro ano após a eleição: O brasileiro médio é incapaz de perceber a gravidade dos problemas decorrentes da presença dos governantes eleitos segundo sua própria escolha;
- Segundo ano após a eleição: Não há união suficiente entre os membros da assim chamada “sociedade brasileira” para se tomar qualquer tipo de atitude paupável frente aos problemas observados ao longo do período;
- Terceiro ano após a eleição: Devido à exposição originada por força das pressões que impedem o brasileiro médio de se integrar completamente nos padrões formais, completamente aceitos pela sociedade (já que o cidadão de verdade é aquele que honra o pagamento de todos os seus impostos, e que atire a primeira pedra quem nunca pecou), a desunião é substituída pelo medo de retaliações; e
- Quarto ano após as eleições: O sentimento de que o suplício está perto do fim impede que sejam organizadas quaisquer ações.
E assim, o povo orgulhoso de ter conquistado o direito ao voto direto, continua sua jornada, sempre na esperança de que, em um futuro próximo (nas próximas eleições), vá se redimir de todos os males que assolam a sua pobre existência na terra tropical, abençoada por Deus e bonita por natureza.
0 Respostas para “A teoria dos quatro anos”